Um dia daqueles / #ajudeosamir

Quinta foi um dia daqueles. Sabe? Tudo parecia dar errado. Voltando do trabalho com meu amigo de caronas, o grande Thárick, tive uma ideia no meio do caminho. Decidi descer e correr pro cinema e assistir ao novo filme do Woody Allen, Roda Gigante. Acho que nada melhor do que um filme do estilo que a gente gosta pra dar um "up" no humor.

O que eu tenho a dizer sobre o filme? Bom, Kate Winslet dá um show de interpretação. Me fez lembrar bastante a personagem de Cate Blanchett em Blue Jasmine. Conheço muito pouco de Allen, mas já sei que ele sabe dirigir e escolher atrizes maravilhosas para suas histórias.

Winslet me levou pra dentro da tela e me fez sentir as mesmas angústias que sua personagem, Ginny, vive ao lado de seu marido e operador de carrossel, Humpty (Jim Belushi), um filho ateador de fogo e a recém chegada e problemática enteada, Caroline (Juno Temple). 

Ginny não nasceu para ser garçonete, ela nasceu para ser uma estrela. Sua vida pacata é só mais uma personagem que interpreta para sobreviver em uma realidade difícil. A vida da protagonista é um grande palco, por isso tudo acontece de forma intensa, piorando ainda mais quando Caroline se apaixona por Mickey (Justin Timberlake), amante de Ginny.

Kate, repito, dá um show. Arrisco em dizer que o filme me encantou mais do que Blue Jasmine. Foi como uma evolução. Eu super recomendo.

Após 1h40 de filme, peguei a bike e fui pra casa. Engraçado perceber o medo das pessoas na rua durante a noite. Como eu estava em uma rua contramão, abordei um casal perguntando qual caminho eu pegaria uma rua no sentido contrário (parece meio óbvio, mas é que em Goiânia nada é tão simples assim). A senhora puxou o marido e quase saiu correndo de susto.

Em casa, me lembrei de um filme que minha prima me recomendou, o Me Chame Pelo Seu Nome.

Pensei que poderia ser mais um filme com um romance gay superestimado. Mancada. Que filme, meus amigos. O romance entre o jovem de 17 anos, Elio Perlman (Timothée Chalamet), e Oliver (Armie Hammer), um doutorando americano, aluno do pai de Elio, é envolvente. Tudo acontece de forma tímida, simples e sutil. Com algumas cenas marcantes, o diretor Luca Guadagnino fez bonito. Longe de ser um dos meus filmes preferidos, mas é bem feito. É belo.

Só pra terminar, no finalzinho fui interrompido por uma barata voadora na minha cabeça. Acontece, né? O problema é que mais duas me atrapalharam. Foi um dia e tanto, mas não deixei de esperar pelo melhor. Ainda bem que a arte existe para nos tirar dessa realidade meio chata.

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