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Mon premier poème en français

Noyé Ici, je n’ai pas d’argent je n’ai pas d’amour Ici, je n’ai rien je ne suis rien je ne sais rien Ici je ne dors plus je ne mange plus je ne parle plus Je ne sais pas vivre dans cet océan de folie ! Dans cet océan de vanité ! Dans cet océan. Il y a trop de monde ici  et moins de moi... Il y a plus de moi là d’où je viens ! Mais je ne suis pas là ! Je suis ici sans moi Sans toi Au fond Noyé.

Caos

Sentia-se tão pequeno. Tão pequeno. Pequenininho. Ia embora da escola, chegava em casa, deitava na cama e encolhia-se. Era assim todos os dias. Afogava-se em suas idéias, sonhos. Esses sim eram grandes. Tão grandes. Grandíssimos.  O quarto era pequeno. A cabeça era grande. Seu corpo era pequeno. Seu mundo era grande. Todo dia essa desproporção tomava conta da sua vida.  Útero. Mundo. Grande. Pequeno. Alto. Baixo. Por aí seguia. Afogava-se. Afogava-se. Faltava-lhe ar. Acordava do seu mundo grande e se via naquele útero. Preso em si mesmo.  Um dia, quando voltava do mundo grande para o útero, trouxe consigo (sem querer) uma idéia. E como característica principal de suas idéias, essa era grande. Grandíssima. Ficou sufocado. Sua idéia o deixava sem ar. Não conseguia mais. Seu quarto estava em trabalho parto.  Alto. Baixo. Grande. Pequeno. Cheio. Vazio. Longo. Curto. Gigante. Alto. Enorme. Grande. Transbordante. Cheio. Quilométrico. Longo... Não dava mais. Não cabia mais....

histórias do Barbosa: segunda-feira

lavava os copos  colocava pinga enxugava os copos  lavava  enxugava  coava café  limpava o balcão cobrava o bêbado dava o troco ou não. cozinhava ovo pagava o fornecedor gritava com pedintes enxugava varria pinga no copo lava o copo abre gaveta pega troco fecha gaveta manteiga no bolo ou não. pensava na vida passou! fugia porque não podia nem devia vida ingrata Amélia ingrata respirava fundo chegam  bêbados desempregados traídos traidores bandidos enrustidos sofridos chegou Amélia café com leite troco pra dez até amanhã lavava os copos  colocava pinga enxugava os copos  lavava  enxugava  coava café  limpava o balcão

afogar

afogar a.fo.gar ( lat affocare,  por  offacare )  vtd  1  Abafar, asfixiar, sufocar.  vtd  2  Impedir o crescimento de:  A erva daninha afoga os trigais. vtd  e  vpr  3  Matar(-se) por submersão.  vtd  4  Exterminar, extinguir ( p ex,  as virtudes, o fogo).  vtd  5  Reprimir ( p ex,  gemidos, queixas).  vtd  6  Impedir ( p ex,  a razão, uma vocação).  vtd  7 Embargar, entrecortar, interromper:  A dor afoga-me a voz. vtd  8  Ajustar ou apertar ao pescoço ( p ex,  o vestido).  vtd  9  Ensopar, mergulhar completamente ( p ex,  o pão em vinho).  vpr  10  Matar-se ou morrer por asfixia causada por qualquer corpo líquido ou pastoso.  vpr  11  Embebedar-se, embriagar-se:  Afogar-se no vinho. vtd  12  Autom  Acionar o afogador de um veículo:  Afogue um pouco o carro. v...

dia de feira

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afogando a feira . . . sábado de manhã tem feira tem feira todo dia mas no sábado de manhã tem uma feira perto da minha casa lá tem verduras frutas legumes pastel carnes e até camelôs com seus brinquedos da china e seus CDs e DVDs piratas - 3 por 10  meus pais compravam  verduras frutas legumes e eu tirava fotos meu celular estava preparado pra encontrar um bom ângulo  tem milho mil-ho esse sim o povo pode ter por enquanto até subir subir o preço . . . estava preparado  pastel  carnes e até camelôs  sábado de manhã  3 por 10 tem  meus pais  até subir subir o preço  e eu tirava fotos  todo dia  meu celular estava  por enquanto  perto da minha casa  tem milho mil-ho  tem verduras tem frutas legumes   com seus brinquedos da china e seus CDs e DVDs piratas  esse sim o povo pode ter  por enquanto  sábado de manhã  meus pais compravam -  até subir subir o preço  tem feira  e...

Mais Um Dia

Mal tinha aberto as portas, um homem chega até o bar. O dono até pensou que era ladrão, mas logo viu a cara de choro do sujeito. Pensou, "Mais um desiludido..." O homem parecia ter uns 40 anos, seus cabelos já eram mais brancos do que pretos. Estava com os olhos inchados, parecia que segurava o choro a um bom tempo. Sentou no banquinho do balcão, jogou sua pasta no chão e bateu a mão na mesa: -Me vê a pior que o senhor tiver!! Quando pedem a pior ele nem hesita em dizer nada. Pegou logo a pior e virou no copinho para o sujeito beber. O homem parecia nunca ter entrado em um bar. Tentou dar o primeiro gole, não conseguiu. No segundo quase vomitou. Quando ia tentar o terceiro, o dono do bar disse: -Forte né? O homem olhou para ele, abaixou a cabeça e começou a rir. -É, acho que não vou conseguir... - disse rindo. -Não quer tentar outra mais leve? -Acho que não, obrigado. Não sou de beber, foi apenas por impulso que vim aqui. Barbosa levantou os olhos concordando. Depois disso ti...

Máscara negra

Na pequena cidade de Santana, todos se preparavam para o grande Baile de Máscaras no Clube Parahyba.  A festa seria no sábado, sendo ela a abertura para as demais festas até o fim do longo feriado. Mariana se preparava com todo cuidado sua fantasia de gueixa. Sua mãe cuidava de cada detalhe da fantasia da filha. Queria que ela ganhasse o prêmio de melhor fantasia. Com isso, poderia chamar atenção e ganhar novas clientes, afinal, era uma boa costureira. Às sete horas da noite os pais deixavam seus filhos na porta do Clube e iam direto para o Hotel Vesúvio, onde começava o carnaval dos pais de família. Mariana não se preocupava nem um pouco em ganhar prêmio algum. Ela queria mesmo era encontrar alguém nessa festa. Uma pessoa que a fizesse feliz. O baile começava. Rapazes e moças dançavam por trás de suas máscaras sem nenhuma timidez. Mariana e suas amigas se encontraram. O tempo ia passando. Tereza conheceu um garoto e sumiu no meio da multidão, Maria foi logo atrás de seu namoradinh...

Somos iguais

Eduardo era empresário. Carlos era faxineiro. Em plena segunda-feira, dia no qual Eduardo mais se estressava com os problemas da empresa um fato ocorre. No final do dia, Carlos sentindo-se injustiçado decide falar com o patrão. A secretária inconformada com o pedido do faxineiro disse que o patrão não poderia conversar no momento. Carlos disse a ela que iria esperar. Sentou-se no sofá com seu simples uniforme. A funcionária irritava-se ao ver que o sujeito agora foliava algumas revistas. De repente a porta do escritório se abre. Eduardo despede-se de alguns homens e pergunta à secretária: -Mais alguém? -Não senhor! Por hoje é só! - disse a mulher com um sorriso amarelo. Ao ouvir isso Carlos levanta-se indignado. -E por um acaso eu sou ninguém?! Eduardo olhou o homem de baixo para cima. Espantado perguntou. -Quem é você?! O faxineiro se aproximou: -Oi seu Eduardo. Sou Carlos, faxineiro aqui da sua firma! -E o que você quer?! - disse o patrão nervoso. -Podemos conversar na sua sala? Edua...

Lição

Chegou em casa mais uma vez irritada. Ela definitivamente não conseguia entender o que é o amor. Não sabia nem se ele existia. Todo dia era assim. Via suas amigas apaixonadas, dizendo que mais tarde iriam sair com seus namorados, que estavam amando! Ela sempre fria, dava um sorriso concordando com o que as meninas diziam, que para ela não passavam de fúteis e iludidas. O que Ana não sabia era que, em breve, encontraria um significado para o amor. Um significado que ia além das descrições de dicionários ou livros românticos. O amor realmente existe, bastava um empurrão do destino para que ela se encontrasse com ele. Não que ela se apaixonará no decorrer desta história, mas finalmente deixará seu coração apto a um dia amar alguém. Em seu quarto, onde passava praticamente todas as tardes, resolveu pegar um livro que comprara em um sebo. Ele estava ali fazia tempo. Como gostava de ler e estava barato, acabou pegando vários livros sem saber que levava junto uma velha edição de "Os sofr...

A Dúvida de Barbosa

Com o anel na mão, Barbosa tem uma dúvida Não sabe o que é melhor: Pagar a dívida ou recomeçar sua vida. Ah! Aquela vida era bem melhor que sua dívida. Disso não duvidava. Nunca.