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Quando eu escuto The Smiths

O ano era 2012. Estava em São Paulo fazendo um monte de vestibulares. Sonhava em morar naquela cidade. O  Facebook estava no seu auge. Lembro que minha grande amiga, Andressa, colocava em seu perfil suas bandas preferidas. Sempre achei que ela tivesse bom gosto pra música, então comecei a dar aquela famosa  stalkeada  para ver se encontrava algo que me atraísse. O clima de vestibular me incomodava. Era pressão em tudo. De repente avistei uma fuga num pequeno  MP4  da  Philips que tinha. Era meu companheiro de escapismos. Aproveitando esse aparelhinho, comecei a encontrar um caldeirão de bandas no perfil da Andressa. Tinha  Depeche Mode, Joy Division, New Order, The Cure, The Smiths…  Mas o que mais me marcou, foi essa última. Comecei a baixar inúmeras músicas do  YouTube  no computador da minha prima e passá-las para meu pequeno  MP4 .To play this video, view this post from your live site. Com um fone de ouvido, transformei  Th...

Pezinho

  Bom dia. O senhor faz só o pezinho? – Faz. – Quanto é?- Um cafezinho. Pode sentar aí.

Livro: Porcelain - Memórias

Há um tempo atrás , vagando pela Internet, me deparei com uma música linda. Procurei, procurei e finalmente encontrei o nome:  Porcelain , do Moby. Depois dessa descoberta, comecei a escutar outras do mesmo artista. A cada uma que ouvia, mais me apaixonava por ele. Avançando no tempo, em viagem que fiz para São Paulo em 2016, fui até a Fnac com minha tia para procurar um livro para meu TCC. Eis que encontro não só o que precisava, mas também o rosto de Moby numa prateleira. Era o seu livro  Memórias . Não hesitei. Levei o carequinha comigo. Queria conhecer mais sobre esse cara, mas o tempo passou e o que aconteceu? Não li o livro. Hoje, 2018, resolvi largar as desculpas e peguei a tal autobiografia. Devorei-a. Décadas de 1980 e 1990, Nova York cheia de boates,  raves , gente se drogando, música eletrônica em evolução e ascensão e um DJ careta lutando pra conquistar um espaço nesse cenário maluco. Moby pra mim é um gênio. O cara é um músico completo. É gente da gente. Chei...

Salada de filmes e música

Essa postagem é uma verdadeira salada de frutas. Vem comigo que você vai entender. Mamãe gosta muito de Sarah Brightman, conhece? Aquela mulher que canta Amigos Para Siempre  com um cantor espanhol que não lembro o nome. Então, essa cantora tem um álbum chamado Harem   e a primeira música do disco tem o mesmo nome, mas entre parênteses está escrito Canção do Mar. Fica a dica pra você ouvir. É linda. via GIPHY Há um tempo atrás, passeando pela Internet descobri que essa música na verdade é um fado da cantora portuguesa Dulce Pontes. Pois é, fado. Se você não conhece esse gênero sai daqui agora e vai ouvir Amália Rodrigues . Se no Brasil a gente cantava sofrência com a música caipira, os portugueses cantavam o fado. Continuando a salada. Na última sexta, voltando do trabalho, estava comentando com um colega de trabalho que, de tão discreto, não citarei o nome. Ele é um cinéfilo e um cara antenado. Diz ter meia idade, mas acho que é mentira (deve faltar uns an...

Um dia daqueles / #ajudeosamir

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Quinta foi um dia daqueles. Sabe? Tudo parecia dar errado. Voltando do trabalho com meu amigo de caronas, o grande Thárick, tive uma ideia no meio do caminho. Decidi descer e correr pro cinema e assistir ao novo filme do Woody Allen, Roda Gigante . Acho que nada melhor do que um filme do estilo que a gente gosta pra dar um "up" no humor. O que eu tenho a dizer sobre o filme? Bom, Kate Winslet dá um show de interpretação. Me fez lembrar bastante a personagem de Cate Blanchett em Blue Jasmine.  Conheço muito pouco de Allen, mas já sei que ele sabe dirigir e escolher atrizes maravilhosas para suas histórias. Winslet me levou pra dentro da tela e me fez sentir as mesmas angústias que sua personagem, Ginny, vive ao lado de seu marido e operador de carrossel, Humpty (Jim Belushi), um filho ateador de fogo e a recém chegada e problemática enteada, Caroline (Juno Temple).  Ginny não nasceu para ser garçonete, ela nasceu para ser uma estrela. Sua vida pacata é só mais uma p...

#ajudeosamir Ser humano: esse é o grande show

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Na agência onde trabalho sempre fazem alguns sorteios de ingressos de cinema. Não sei o que aconteceu comigo, mas em 2017 tive um pouquinho de sorte. Ganhei um tanto de vezes. Na última, enrolei muito pra usar. Eu tinha um par e um dia antes que vencesse. Saí do trabalho e fui correndo para o cinema. Loucura. Mas valeu a pena. Na bilheteria, peguei as entradas para O Rei do Show e Star Wars: Os Últimos Jedi . Fiquei assustado com a quantidade de pessoas indo assistir a um musical. Acho que tem um dedinho de La La Land nisso. Se todo ano lançarem, pelo menos um, ficarei bem feliz. Luzes apagadas. Começou o show. Tambores, gritos de um coral e Hugh Jackman nos convidando para um espetáculo. Pelo que entendi, a história é baseada na vida de P. T. Barnum, um dos primeiros showman e considerado o inventor do circo. A história se passa no século 19, mas possui músicas com arranjos bem modernos. Achei até um pouquinho exagerado em algumas vezes. Tive a sensação de estar a...

Seja feita a vossa vontade

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Era mais um dia de trabalho. Ela colocava sua fé em pratica todos os dias. Não era por obrigação, era porque acreditava, porque amava a Deus. Era porque sabia que ele a amava sem esperar algo em troca. Num fim de tarde, sem ainda tirar todas as roupas do varal, deixou a bacia no chão. O sol começava a se esconder e seu brilho reluzia como ouro. Ajoelhou-se no chão, tirou um rosário do peito e começou sua caminhada diária ao paraíso. No chão, permaneceu por um tempo. Seus joelhos não se importavam com as pedrinhas da terra. Era por amor. Era sem esperar nada em troca. Era porque acreditava piamente que ele estava ouvindo sua prece. Quando o sol deixou de iluminar seus olhos fechados, escondeu novamente o rosário entre os seios. Fez o sinal da cruz. Levantou-se com uma das mãos nas costas. Novamente, carregou a velha bacia e voltou a recolher as roupas do varal. Era menos um dia de trabalho.

Microcontos #2

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Melhor subir "Terceiro dia sem trabalhar. Não saio de casa. Estou sozinho. Da noite para o dia eu simplesmente desisti de cumprir minhas obrigações. Quem se preocupou foi meu irmão. Quem é ele? Quem é ele para me dizer o que eu devo fazer? Não vou fazer nada. Tenho só uma preocupação. Saltando do quarto andar pode ser que eu sobreviva. Melhor subir". Janela "Joguei pela janela aquele vestido que você me deu. Era nosso aniversário de cinco anos de namoro. Consegue ver o rasgado no decote, Fábio? Lembra? Foi você quem rasgou. Lembrou, Fábio? Naquele dia você me estuprou. Escuta. É forte, né? Olha, eu não vou guardar mais nada comigo". Último pedido "O restaurante era o mais chique que já tinha visitado. Silêncio perfeito pr’aquela escandalosa fazer uma entrada triunfal, como sempre. Chegou brigando com o garçom. Disse que esperou muito para um 'restaurantezinho'. Nessas palavras, acredita? Ousada. Sentou-se sozinha já fazendo o ...

Na beira do mar

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– 2017 – Regina estava passeando na beira do mar com seu namorado, Carlos. Ambos estavam com um sorriso radiante. Afinal, cinco anos de namoro era um bom motivo para comemorar. Enquanto caminhava, Regina sentiu algo enroscar em seu tornozelo. Era uma fita desbotada, com alguns desenhos, mas não soube decifrá-los. Tirou o pano do tornozelo. Teve uma sensação estranha ao olhar para o objeto. Deu um sorriso e o lançou de volta ao mar. – 1982 – Férias na praia Madalena sempre morou no interior, nunca tinha ido ao litoral. No verão de 1968, seus pais finalmente puderam levá-la para ver o mar. Ela estava ansiosa. Aos 17 anos iria finalmente sentir a brisa que suas amigas tanto falavam. Sua mãe lhe presenteou com um lindo maiô. Era todo vermelho com alguns detalhes pretos. Madalena não gostou muito. Queria mesmo era um biquini, mas sabia que pai jamais a deixaria usar esse tipo de traje. Sua mãe a confortou dizendo que só de conhecer o mar já era maravilhoso, o traje ...

#ajudeosamir O céu de Suely

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Finalmente a chuva resolveu dar as caras em Goiânia. Vamos combinar, tem clima melhor pra assistir a um filme? O meu fim de semana foi assim: filme e vovó em casa para fazer companhia. Optei por um nacional, já que ela não curte filme legendado e eu não gosto dos dublados. Eis que a escolha foi: "O Céu de Suely", um drama bem regional (cearense) com uma história triste, mas com alguns momentos divertidos. Primeiro eu queria dizer que Hermila Guedes é uma atriz maravilhosa. Eu já tinha a visto em algumas novelas, mas nunca em filmes. Queria saber o porquê de ela estar desaparecida das telas (Ou não está? Me digam.). Ela é ótima. Em segundo lugar, o que mais me chamou atenção foi a fotografia cuidadosa. Eu sempre digo que não entendo muito de filmes e tal, mas tem coisa que não passa desapercebido. Cada cena e cada paisagem parece que foi bem pensada pelo diretor Karim Aïnouz, que por sinal é cearense e representou sua terra com muito zelo. Amei. Já falei sobre o filme...